Passo meus
dias entre paredes, livros...Gavetas!
Estranho o
desenrolar das horas...Tudo se impregna de aromas: cravo...Canela.
A chuva que
rola lá fora deixa um círculo nebuloso que me faz sufocar. Preciso de luz! Essa
falta de luminosidade me assombra! ... A casa parece soluçar onisciente da
minha penúria…Talvez porque a casa além de cheirar a cravo e canela cheira
também a amora brava. Aroma que remexe em um vespeiro contido. Sufoco-me em
reflexões. O crepúsculo melindra ainda mais meu dia.
Entro em desespero.
Me é necessário limites e não me deixar absorver pelo êxtase dos sentidos. Sentidos esses que sempre leva-me a beira do precipício...Vejo agora de forma bastante clara que toda a minha aflição e desconforto tem como eixo uma imaginação que se move para o além do compreensível...Do aceitável.
Me é necessário limites e não me deixar absorver pelo êxtase dos sentidos. Sentidos esses que
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