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sexta-feira, 25 de abril de 2014

DESORGANIZAR........

                                HOJE O DIA É DE :DESORGANIZAR....
                                 PARA DEPOIS ORGANIZAR...
                                COMPOR LOOKS QUE USAREMOS NESSE INVERNO...
                                DELÍCIA!!!!! AMO ISSO.....REINVENTAR..........  

 

 








quinta-feira, 24 de abril de 2014

JARDINS.......


Cuidar de um jardim (mesmo pequeninho) é uma boa maneira de acabar com o estresse dessa vida Corrida...
Dar um pouco de atenção para as plantas. Regalas por adubo... retirar lagartas,folhas secas...Ver se tem um novo botão, uma fruta, se encantar com uma bela florada... as do maracujá são das mais belas!!Como estão as pimenteiras?... O vaso de aspargo tem um broto novo... As açucenas na manhã de terça-feira estava com suas flores brancas todas abertas .Lindas...perfumadas.O velho pé de manacá (do mato) que dá sustento a uma variedade de novas vidas.
Dama da noite que deixa tudo perfumado...
Ter e cuidar de um jardim é isso: se surpreender com maravilhas todos os dias... experimente!!!!































quarta-feira, 23 de abril de 2014

TERCEIRA RENUNCIA....

 PARA CELEBRAR O DIA DO LIVRO...
GABRIEL GARCÍA MÁRQUEZ--OLHOS DE CÃO AZUL
------Um pouquinho sobre A Terceira Renuncia,( conto  de Olhos de Cão Azul...)
---------Personagem sem nome?... com um destino insólito,... que me parece de uma capacidade racional incomum... talvez seja realmente só resignação ??...-
----Os ruídos em sua cabeça, incomodaram... remeteu as minhas dores de cabeça...
-------Seu crescimento no ataúde... sua aceitação em ser cuidado pela mãe... a reflexão contida sobre sua morte vida... seu medo de ratos.... e de ser enterrado vivo!!... me parece realmente tudo tão pequeno...tão calmo,tranqüilo... que só pode mesmo ser resignação!!!!!!!!!....Beijos.

PÁSCOA...DIVAGAÇÕES....


A Páscoa da minha infância era fantasiosa. O tempo que antecedia a preparação me absorvia.Era mágico!...Usar papel crepom e de seda para vestir as "casquinhas" disparava minha imaginação... Criava saias rodadas com mil pétalas... ousava em encrespá-las. Um elegante traje em crepom vermelho todo franjado... Demais!...Cobrir outras com xales com franja dos dois lados, embrulhar com cuidado para que o papel de seda permanecesse impecável...
Os cartuchos tão delicados e coloridos... As amêndoas feitas no fogão a lenha; de chocolate,brancas(que tinham que ficar no ponto) moídas... vindo quentinhas para as grande bacias....
 A vizinhança que se reunia para encher as “casquinhas”... era uma algazarra !
Catar cebolinhas (uma espécie rocha/bordou, nunca mais vi... as mesmas cresciam em terrenos baldios)
Limpa-las... cortava-as em fatias bem finas e fervíamos em uma grande panela juntamente com os ovos...Nossa! Ficavam com uma coloração linda!!.. Invejável....Esse momento de preparação para as tradições dá Páscoa trago comigo até hoje!Ovos cozidos e coloridos são presença garantida em todas as minhas páscoa.





























CEM ANOS DE SOLIDÃO....(3)

GABRIEL GARCÍA MÁRQUEZ
CEM ANOS DE SOLIDÃO....
Novamente falo sobre esse livro (conheço outros, não muitos... pretendo ler todos) por que como já falei foi um marco. Um diferencial,verdadeiro divisor de águas não só no meu gostar de ler...como também nas possibilidades de ver e viver a vida de formas múltiplas!!!!
Aqui vai o trecho do final de Cem Anos De Solidão.... Considerado um dos dez melhores finais da literatura universal!...(seleção feita por leitores e colaboradores da Bula)


Neste ponto, impaciente por conhecer a sua própria origem, Aureliano deu um salto. Então começou o vento, fraco, incipiente, cheio de vozes do passado, de murmúrios de gerânios antigos, de suspiros de desenganos anteriores às nostalgias mais persistentes. Não o percebeu porque naquele momento estava descobrindo os primeiros indícios do seu ser, num avô concupiscente que se deixava arrastar pela frivolidade através de um ermo alucinado em busca de uma mulher formosa a quem não faria feliz. Aureliano o reconheceu, perseguiu os caminhos ocultos da sua descendência e encontrou o instante da sua própria concepção entre os escorpiões e as borboletas amarelas de um banheiro crepuscular, onde um operário saciava a sua luxúria com uma mulher  que se entregava a ele por rebeldia. Estava tão absorto que também não sentiu a última arremetida do vento, cuja potência ciclônica arrancou das dobradiças as portas e as janelas, esfarelou o teto da galeria oriental e desprendeu os cimentos. Só então descobriu que Amaranta Úrsula não era sua irmã, mas sua tia, e que Francis Drake tinha assaltado Riohacha só para que eles pudessem se perseguir  pelos labirintos mais intrincados do sangue, até engendrar o animal mitológico que haveria de pôr fim à estirpe. Macondo já era um pavoroso rodamoinho de poeira e escombros, centrifugado pela cólera do furacão bíblico, quando Aureliano pulou onze páginas para não perder tempo com fatos conhecidos demais e começou a decifrar o instante que estava vivendo, decifrando-o à medida que o vivia, profetizando-se a si mesmo no ato de decifrar a última página dos pergaminhos, como se estivesse vendo a si mesmo num espelho falado. Então deu outro salto para se antecipar às predições e averiguar a data e as circunstâncias da sua morte. Entretanto, antes de chegar ao verso final já tinha compreendido que não sairia nunca daquele quarto, pois estava previsto que a cidade dos espelhos (ou das miragens) seria arrasada pelo vento e desterrada da memória dos homens no instante em que Aureliano Babilônia acabasse de decifrar os pergaminhos e que tudo o que estava  escrito neles era irrepetível desde sempre e por todo o sempre, porque as estirpes condenadas a cem anos de solidão não tinham uma segunda oportunidade sobre a terra.


terça-feira, 22 de abril de 2014

CEM ANOS DE SOLIDÃO-(2).....

GABRIEL GARCÍA MÁRQUEZ com Cem anos de solidão...Escreveu algo intrigante... Seus personagens são densos... As situações complexas mexem com o imaginário.
Situações como a chuva que durou quatro anos, 11 meses e dois dias; ou como o mato e as formigas que invadem a casa quando sentem que o fim da família está próximo.
Personagens como Mauricio Babilônia que tem sua presença denunciada pelas borboletas amarelas que esvoaçam em torno de seu corpo; como Rebeca que arrastava atrás de si um saco com os ossos de seus pais; Remédios Moscote a bisavó da família, casada com o Coronel Aureliano aos 11 anos e morta aos 14, então a família sempre se divertiu muito com a figura de uma avó e laço na cabeça e boneca no colo; como o Coronel Aureliano que viúvo de remédios, teve 17 filhos, todos chamados Aureliano e que foram mortos em uma só noite; Pilar Ternera, vizinha dos Buendia e mãe, avó e bisavó bastarda de vários membros da família; ou Remédios a bela, que de tão pura e inocente um dia ficou transparente e subiu aos céus.
Sempre que recordo essa leitura me vem modificada... Como se os personagens não fossem fixos... até hoje perambulam com vida própria pela minha imaginação......







CEM ANOS DE SOLIDÃO......

Ler anos atrás CEM ANOS DE SOLIDÃO foi uma viagem fantástica. Diria um marco; um marco entre meu mundo restritivo e o vislumbre de um horizonte para além do imaginário.
Trago até hoje a sensação de sentir o chacoalhar dos ossos no saco que Rebeca arrastava atrás de si.
Doeu... Doeu profundamente tomar conhecimento da morte De Gabriel García Márquez...Mais um dos meus heróis que deixa de existir.....
Pessoas com essa genialidade deveriam ser eternas!...
Não são.
Mesmo deixando como legado suas obras, o termino da vivencia de seres tão espetaculares vai deixando sempre meu mundo um pouco mais mergulhado na escuridão!