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domingo, 18 de janeiro de 2015

TEMPESTADE.......


 O dia partiu cedo.
 O sol que escaldou o domingo deu lugar a negras      nuvens....
O céu revoltoso encurralava o vento sujeitando-o a seu capricho. Os trovões provocavam assombros e os relâmpagos fatiava o horizonte com línguas de fogo.
Eu, nesses desmandes da natureza capturo um transbordamento de beleza quase que abusiva....

 

 
 



domingo, 11 de janeiro de 2015

DÉFICIT.....


Me vesti de branco e sai à procura de palavras. Quão e quais palavras poderia eu usar em minha escrita? Não como definitiva... Mas como argumento em um bem organizado ou inspirado texto.
Enquanto eu discípula da escrita de outrem para o meu entendimento do belo,do poético, disseco com avidez as formas tão bem composta da literatura ..... Alarde em mim sempre esse déficit
Os efeitos dessa deficiência de desconhecer. De não saber adequar junções eficazes. Surge gritante quando eu sedenta de uma boa narrativa fico à deriva flutuando num mar de dúvidas....


sábado, 10 de janeiro de 2015

MULHERES......

A INCRÍVEL GERAÇÃO DE MULHERES QUE FOI CRIADA PARA SER TUDO O QUE UM HOMEM NÃO QUER

05
Às vezes me flagro imaginando um homem hipotético que descreva assim a mulher dos seus sonhos:
“Ela tem que trabalhar e estudar muito, ter uma caixa de e-mails sempre lotada. Os pés devem ter calos e bolhas porque ela anda muito com sapatos de salto, pra lá e pra cá.
Ela deve ser independente e fazer o que ela bem entende com o próprio salário: comprar uma bolsa cara, doar para um projeto social, fazer uma viagem sozinha pelo leste europeu. Precisa dirigir bem e entender de imposto de renda.
Cozinhar? Não precisa! Tem um certo charme em errar até no arroz. Não precisa ser sarada, porque não dá tempo de fazer tudo o que ela faz e malhar.
Mas acima de tudo: ela tem que ser segura de si e não querer depender de mim, nem de ninguém.”
Pois é. Ainda não ouvi esse discurso de nenhum homem. Nem mesmo parte dele. Vai ver que é por isso que estou solteira aqui, na luta.
O fato é que eu venho pensando nisso. Na incrível dissonância entre a criação que nós, meninas e jovens mulheres, recebemos e a expectativa da maioria dos meninos, jovens homens,  homens e velhos homens.
O que nossos pais esperam de nós? O que nós esperamos de nós? E o que eles esperam de nós?
Somos a geração que foi criada para ganhar o mundo. Incentivadas a estudar, trabalhar, viajar e, acima de tudo, construir a nossa independência. Os poucos bolos que fiz na vida nunca fizeram os olhos da minha mãe brilhar como as provas com notas 10. Os dias em que me arrumei de forma impecável para sair nunca estamparam no rosto do meu pai um sorriso orgulhoso como o que ele deu quando entrei no mestrado. Quando resolvi fazer um breve curso de noções de gastronomia meus pais acharam bacana. Mas quando resolvi fazer um breve curso de língua e civilização francesa na Sorbonne eles inflaram o peito como pombos.
Não tivemos aula de corte e costura. Não aprendemos a rechear um lagarto. Não nos chamaram pra trocar fralda de um priminho. Não nos explicaram a diferença entre alvejante e água sanitária. Exatamente como aconteceu com os meninos da nossa geração.
Mas nos ensinaram esportes. Nos fizeram aprender inglês. Aprender a dirigir. Aprender a construir um bom currículo. A trabalhar sem medo e a investir nosso dinheiro.  Exatamente como aconteceu com os meninos da nossa geração.
Mas, escuta, alguém  lembrou de avisar os tais meninos que nós seríamos assim? Que nós disputaríamos as vagas de emprego com eles? Que nós iríamos querer jantar fora, ao invés de preparar o jantar? Que nós iríamos gostar de cerveja, whisky, futebol e UFC? Que a gente não ia ter saco pra ficar dando muita satisfação? Que nós seríamos criadas para encontrar a felicidade na liberdade e o pavor na submissão?
Aí, a gente, com nossa camisa social que amassou no fim do dia, nossa bolsa pesada, celular apitando os 26 novos e-mails, amigas nos esperando para jantar, carro sem lavar, 4 reuniões marcadas para amanhã, se pergunta “que raio de cara vai me querer?”.
“Talvez se eu fosse mais delicada… Não falasse palavrão. Não tivesse subordinados. Não dirigisse sozinha à noite sem medo. Talvez se eu aparentasse fragilidade. Talvez se dissesse que não me importo em lavar cuecas. Talvez…”
Mas não. Essas não somos nós. Nós queremos um companheiro, lado a lado, de igual pra igual. Muitas de nós sonham com filhos. Mas não só com eles. Nós queremos fazer um risoto. Mas vamos querer morrer se ganharmos um liquidificador de aniversário. Nós queremos contar como foi nosso dia. Mas não vamos admitir que alguém questione nossa rotina.
O fato é: quem foi educado para nos querer? Quem é seguro o bastante para amar uma mulher que voa? Quem está disposto a nos fazer querer pousar ao seu lado no fim do dia? Quem entende que deitar no seu peito é nossa forma de pedir colo? E que às vezes nós vamos precisar do seu colo e às vezes só vamos querer companhia pra um vinho? Que somos a geração da parceria e não da dependência?
E não estou aqui, num discurso inflamado, culpando os homens. Não. A culpa não é exatamente deles. É da sociedade como um todo. Da criação equivocada. Da imagem que ainda é vendida da mulher. Dos pais que criam filhas para o mundo, mas querem noras que vivam em função da família.
No fim das contas a gente não é nada do que o inconsciente coletivo espera de uma mulher. E o melhor: nem queremos ser. Que fique claro, nós não vamos andar para trás. Então vai ser essa mentalidade que vai ter que andar para frente. Nós já nos abrimos pra ganhar o mundo. Agora é o mundo tem que se virar pra ganhar a gente de volta.
RUTH MANUS, PUBLICADO EM: http://blogs.estadao.com.br/ruth-manus

AMORES.....
























Tinha eu três amores.   
Amores que partiram...
Partiram-se...
Colei os pedaços.
Não soube junta-los
Ficaram tão distorcidos
Fiquei confusa.
Ou, apenas sofria os amores perdidos?
A dor é profunda. Maquiavélica!
Quer a desforra
Não vai sofrer sozinha
Mata os amores distorcidos
Destrói tudo o que um dia foi lindo
Sem perceber destrói o meu eu...O que eu era
O que eu sou...
O que seria um dia!




terça-feira, 6 de janeiro de 2015

DESCONFORTO.....


Passo meus dias entre paredes, livros...Gavetas!
Estranho o desenrolar das horas...Tudo se impregna de aromas: cravo...Canela.
A chuva que rola lá fora deixa um círculo nebuloso que me faz sufocar. Preciso de luz! Essa falta de luminosidade me assombra! ... A casa parece soluçar onisciente da minha penúria…Talvez porque a casa além de cheirar a cravo e canela cheira também a amora brava. Aroma que remexe em um vespeiro contido. Sufoco-me em reflexões. O crepúsculo melindra ainda mais meu dia.
Entro em desespero. 
Me é necessário limites e não me deixar absorver pelo êxtase dos sentidos. Sentidos esses que sempre leva-me a beira do precipício...Vejo agora de forma bastante clara que toda a minha aflição e desconforto tem como eixo uma imaginação que se move para o além do compreensível...Do aceitável.


terça-feira, 30 de dezembro de 2014

A TERCEIRA RENUNCIA.....

------Um pouquinho sobre A Terceira Renuncia, (conto de Olhos de Cão Azul...)
---------Personagem sem nome?... Com um destino insólito,... Que me parece de uma capacidade racional incomum... Talvez seja realmente só resignação??...-
----Os ruídos em sua cabeça, incomodaram... Remeteu as minhas dores de cabeça...
-------Seu crescimento no ataúde... Sua aceitação em ser cuidado pela mãe... A reflexão contida sobre sua morte vida... Seu medo de ratos.... E de ser enterrado vivo!!... Parece-me realmente tudo tão pequeno... tão calmo,tranqüilo... Que só pode mesmo ser resignação!!!!!!....Beijos.


SAUDADES......


A noite estava escura...Um breu!
---------------Queria sair,andar pela praia...molhar meus pés nas águas do mar.....
----------------------Senti frio.Fiquei ali parada, meio que estagnada......me agasalhei.
-------------------------------------Uma música chegava até mim rouca e baixa......Sentei-me ao chão. Lembrei da Miriam (uma amiga) uma taça de vinho e uma varanda.....
--------------------------------------------------SAUDADES!!!!!!!!