Estava
escuro feito breu. Sabia não ser noite...não entendia essa negritude. O que
estaria acontecendo? Estaria à delirar?
Caminhei
apalpando as paredes, precisava pensar!
Tento pôr as
coisas em ordem, no lugar certo. Tudo é tão confuso, emaranhado....
Deito-me no chão.
Me belisco, espernenho, grito desesperadamente, nada muda. Será o fim? Não!
Reajo…Arrasto-me
em busca de significado. Por um momento fico assustado, impotente. Muito louco
esse mundo tão grande, com tanta luz e eu sem nada ver.…. Essa percepção súbita
de um estranho mundo decretado a mim permanentemente se traduz em desespero.
Lagrimas
salgadas demarcam a perspectiva de suportar a condenação de viver uma vida sem luz…sem
cor.
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